DADAÍSMO - SURREALISMO

Dadaísmo        

Artistas e intelectuais de diversas nacionalidades, contrários ao envolvimento de seus países na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) exilaram-se em Zurique, na Suíça, fundando um movimento literário que deveria expressar suas decepções com o fracasso das ciências, da religião e da filosofia existentes até então, pois se revelaram incapazes de evitar a grande destruição que assolava toda a Europa.

Esse movimento foi denominado Dadá nome escolhido pelo poeta húngaro Tristan Tzara, abrindo um dicionário ao acaso e deixando seu dedo cair sobre uma palavra qualquer da página, o dedo indicou a palavra “dada”, que significa “cavalo”, na linguagem infantil francesa. Tanto fazia ser essa como qualquer outra palavra, pois a arte perdia todo o sentido, já que a guerra havia instaurado o irracionalismo no continente europeu.

Considerando os estudos de Freud, para um aspecto novo da realidade humana. Eles revelavam que muitos atos praticados pelos homens são automáticos e independentes de um encadeamento de razões lógicas.

Dessa forma, os dadaístas propunham que a criação artística se libertasse das amarras do pensamento racionalista, que ela fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionando e combinando elementos ao acaso, mas agora a intenção não é plástica e sim de sátira e crítica aos valores tradicionais tão valorizados, mas responsáveis pelo caos em que se encontrava a Europa.

Na pintura, essa atitude foi traduzida por obras que usaram o recurso da colagem.

Surrealismo

O Surrealismo apareceu na França em 1924, André Breton (1896-1966) poeta e escritor, liderou a criação desse novo movimento escrevendo o primeiro manifesto, em que associa a criação artística ao automatismo psíquico puro. Para os surrealistas, a obra de arte não é o resultado de manifestações racionais e lógicas do consciente, mas manifestações do subconsciente, absurdas e ilógicas, como as imagens dos sonhos e das alucinações, que produzem as criações artísticas mais interessantes.

As obras surrealistas representam em alguns casos, aspectos da realidade com excesso de realismo, entretanto aparecem sempre associados a, elementos inexistentes na natureza, criando conjuntos irreais.

A maior expressão surrealista é Salvador Dali (1904-1989), criando o conceito de ‘‘paranóia crítica’’ (A persistência da memória - foto 17), para referir-se à atitude de que recusa a lógica que rege a vida comum das pessoas (“é preciso contribuir para o total descrédito da realidade” - Dali).

A pintura surrealista desenvolveu uma tendência figurativa com Salvador Dali e Marc Chagall (1887-1985) entre outros, e a tendência abstrata, com os pintores Joan Miró (1893-1983), "Constelações"- foto 18  e Max Ernst (1891-1976).

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