FUTURISMO - PINTURA METAFÍSICA

Futurismo

Este movimento teve uma forte relação com a literatura do início do século, influenciada em 1909 pelo Manifesto Futurista do poeta e escritor italiano Filippo Tommaso Marinetti.

Na pintura, assim como na literatura, os futuristas, exaltavam o futuro e, sobretudo a velocidade, que passou a ser conhecida e admirada a partir da mecanização das indústrias e da crescente complexidade social que ganharam os grandes centros urbanos.

Para os pintores ligados ao Futurismo, os outros artistas tinham ainda uma visão estática da realidade, ignorando o aspecto mais evidente dos novos tempos: o movimento veloz das máquinas, que provoca a superação do movimento natural. Não interessava a representação de um corpo em movimento, e sim, expressar o próprio movimento evitando qualquer relação com a imobilidade, recusaram toda representação realista e usaram, além de linhas retas e curvas, cores que sugerissem velocidade (“Velocidade abstrata - o carro passou” - Giacomo Balla – foto 19).

Pintura Metafísica

O artista mais conhecido desse movimento é Giorgio de Chirico (1888-1978), sendo características do movimento a perspectiva irreal acentuada (portas abertas; objetos no solo; manequins, sólidos); sombras projetadas; forte jogo de luz e sombra; cores reais representando figuras destituídas de alma, de sentimentos e de emoções. O tema de suas obras são as paisagens urbanas, desertas, melancólicas e iluminadas por uma luz estranha (“O regresso do poeta” – foto 20).

Alguns críticos viram, nesses elementos da pintura, uma oposição entre a técnica precisa com que o artista compõe a cena e a inquietação que ela desperta no espectador.

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