OP-ART / POP-ART

Op-art

A denominação do movimento Op-art vem da expressão inglesa (optical art), que significa ‘‘arte óptica”, sendo seu precursor Victor Vasarely (1908- ).

     As obras da Op-art apresentam diferentes figuras geométricas, em preto e branco ou coloridas, combinadas de tal modo que provocam no espectador sensações de movimento. O observador ao mudar de posição, terá a impressão de que a obra se modifica: os traços se alteram e as figuras se movimentam, formando um novo conjunto, a arte tenta simbolizar a possibilidade constante de modificações da realidade em que o homem vive(Triond-1973 - foto 21).

As pesquisas de sugestão do movimento a partir das sensações ópticas desenvolveram-se principalmente na década de 60. A concepção da plástica do movimento propiciou a invenção de móbiles por Alexander Calder(1898-1976), que associou os retângulos coloridos das telas de Mondrian à idéia de movimento. Os primeiros trabalhos de Calder eram movidos manualmente pelo observador, mas, após 1932 verificou que se, mantivesse as formas suspensas, elas se movimentariam pela simples ação das correntes de ar.

 Pop-art

A expressão “pop-art” também vem do inglês e significa “arte popular”, surgiu nos Estados Unidos em 1960 e alcançou extensa repercussão internacional.

A fonte da criação para os artistas desse movimento era o dia-a-dia das grandes cidades norte-americanas, interessam as imagens, o ambiente, a vida que a tecnologia industrial criou nos grandes centros urbanos, rompendo  qualquer barreira entre a arte e a vida comum.. Os recursos expressivos da Pop-art são semelhantes aos dos meios de comunicação de massa, como o cinema, a publicidade e a TV, seus temas são os símbolos e produtos industriais dirigidos às massas urbanas, como lâmpadas elétricas, automóveis, eletrodomésticos, e imagens das grandes estrelas do cinema, que são consumidas em massa nos filmes, tevês e revistas. Um exemplo destas características está na obra de Andy Warhol (1930-1987), um dos artistas mais conhecidos deste movimento (“Marilyn Monroe” – 1967 – foto 22).

                                 foto22

Nesse trabalho, realizado a partir de uma fotografia, Andy Warhol reproduz, em seqüência, imagens de Marilyn Monroe que, apesar das variações de cor, permanecem invariáveis, talvez mostrando como os objetos são produzidos em série, os mitos contemporâneos também são manipulados para o consumo do público.